Arte Presente

                                                                      

- A Realidade é o Presente-

 

ARTE PRESENTE é um evento periódico que pretende receber artistas para conversas informais e a apresentação de seus trabalhos. Junto com uma programação musical, o Espaço Apis cria um ambiente descontraído para conversar e desfrutar de bebidas e comidas. O evento tem uma proposta interativa onde as pessoas podem se aprofundar mais no trabalho dos artistas ao fazerem perguntas e aproveitar a presença deles no local. Outros artistas convidados também estarão presentes com suas obras, mesmo que de forma virtual. 

 

Na primeira edição do evento ARTE PRESENTE focada em Performance, no dia 23 de maio, vamos receber a artista carioca Celina Portella para uma conversa informal a partir das 19h. Ela também vai apresentar alguns vídeos de seus trabalhos. A artista barcelonesa Camila Cañeque estará presente com suas obras e uma instalação no cofre do Espaço Apis.

 

Com o enorme sucesso da histórica exposição de Marina Abramovic em São Paulo, aproveitamos para tratar o tema da Performance e a relação do público com o artista. Como se dá a troca de energia entre eles? O registro permite trazer para o presente a mesma verdade do momento da performance? As mídias criam novas dimensões, novos tempos, mas o presente é a realidade. Essas e outras questões serão tratadas na conversa.

 

A programação musical desta primeira edição fica a cargo do músico cubano Rene Ferrer, sobrinho de Ibrahim Ferrer do Buena Vista Social Club, que apresentará uma mistura de ritmos caribenhos, brasileiros e africanos. Depois, o DJ Rodrigo Correia comanda a pista com um downbeat eletrônico. 

 

Venha participar dessa experiência de viver a arte no presente. Contamos com a sua presença!

 

 

 

// Celina Portella//

 

A carreira da artista carioca iniciou como bailarina, uma coisa levou a outra, até que quando participou de uma residência no MIS em São Paulo em 2010 começou a trabalhar com novas tecnologias e esta técnica se intensificou em seu trabalho. Em “Movimento2” (movimento ao quadrado), que apresentou no MIS, Celina parece empurrar a tela através do vídeo. A mesma se movimenta através de trilhos, para um lado, para o outro, para cima e para baixo, em uma dança virtual entre diversos espaços, planos e dimensões. Este trabalho icônico na carreira da artista também esteve em exposição no Centro Municipal Hélio Oiticica no Rio de Janeiro até fevereiro deste ano.

 

O deslocamento do espaço virtual para o plano material está muito presente no trabalho de Celina, como em “Vídeo-boleba” (2011), onde um menino joga bola de gude na TV e a bolinha sai pela lateral. Também está presente em suas intervenções urbanas como em “Movimentos Detenidos” que realizou durante uma residência no Chile em 2008, onde suas performances no vídeo deixam marcas que ficam nas ruas. As marcas que ficam são uma forma de concretizar sua presença na realidade e os vídeos das performances são marcas que ficam para a posteridade.

 

Suas interações ao vivo com o vídeo dão ao seu trabalho a característica de performance. Como em “Cena Familiar”, que apresentou para o Festival Panorama em 2012 no Parque Lage, e “Derrube” (2009), onde as marretadas que dá na parede até destruí-la são sofridas por sua persona projetada na mesma parede.

 

Suas projeções possuem um caráter dimensional, projetam diversos planos simultâneos, e questionam a nossa percepção do real ao criar uma ilusão. Celina brinca com o espaço. Qual é o real? Aquele que está fora ou dentro do observador? Nos colocamos na perspectiva de Celina para questionar a nossa própria realidade. 

 

No Espaço Apis Celina vai participar de uma conversa informal onde apresentará alguns de seus trabalhos com comentários sobre seu processo de criação, inspirações e referências onde a interação com o público será muito bem vinda. Também vai apresentar “Derrube”e “365 graus”. 

 

 

 

 

//Camila Cañeque//

 

A artista barcelonesa joga com a sua identidade, a confronta, a questiona, a supera. Suas ações pretendem gerar efeitos que vão além de qualquer controle por parte da performer, mas que possuem a intenção de impactar o observador a fim de causar alguma transformação no status quo vigente.

 

Se coloca deitada no chão com seu vestido de flamenca, rosas e versos de Llorca, se fingindo de morta, à espera de qualquer reação do público, em espaços como praças públicas ou feiras de arte. Na Arco 2013 em Madrid foi expulsa por apresentar sua performance final da série “Dead End” no corredor da feira, sem permissão, o que a rendeu ser expulsa e sair em algumas matérias de jornal.

 

“Our Dresses” (2011), performance que se iniciou com uma road trip pelos Estados Unidos, onde levou em sua bagagem apenas o vestido de flamenca. Durante 27 dias percorreu lugares icônicos para contrapor a identidade cultural americana com a espanhola, em um questionamento do poder capitalista de homogeneizar a cultura. 

 

Camila usa a tradição e o folclore para sinalizar a crise de identidade. Em “Los Restos” (2013) fez uma peregrinação por diversas festas populares da Espanha e se retratou junto com os restos caóticos espalhados pelo chão. Fragmentos de uma cultura, de uma identidade. 

 

No Apis algumas imagens destes trabalhos estarão em exposição, além do registro da última performance que apresentou no Museu Lázaro Galdiano durante a Arco 2015, “Invitation to Violence”, desta vez legitimada. Esta também será apresentada na Galeria Vermelho em São Paulo, em junho deste ano, como parte da mostra “Verbo”. Também vamos apresentar uma instalação da artista no cofre do Espaço Apis.

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